Baba Ganoush

Amigos, aconteceu uma calamidade. Por causa do Baba Ganoush vou ter de provar queijo da serra (blherc!). Fiz uma troca com o meu pai e vou ficar a perder, porque Baba Ganoush é dez mil vezes melhor do que queijo da serra. Acho eu, que não provei (ainda) o dito queijo, pela simples razão de que não me consigo sequer aproximar daquele cheiro insuportável. Mas o meu pai provou o Baba Ganoush, e por isso vou ter de cumprir a minha parte do acordo. Onde é que eu estava com a cabeça?

Baba Ganoush

A razão que me levou a fazer Baba Ganoush pela primeira vez não foi propriamente racional: gostei do nome. Baba Ganoush, parece o cruzamento de um personagem do Star Wars com uma divindade Hindu. Só podia ser delicioso!

Fiquei contente quando descobri que se tratava de um patê de beringela, já que andava há tempos com vontade de explorar este vegetal tão bonito por fora, mas tão desinteressante por dentro. Mas receei que o resultado fosse isso mesmo, desinteressante, já que o aspecto do patê era muito menos espectacular que o nome.

Baba Ganoush

Mas nada disso: é mesmo muito, muito, bom. Parece que, ao cozinharmos a beringela directamente sobre o bico do fogão, esturricando totalmente a pele, ela ganha um maravilhoso sabor fumado. Combinado com a pasta de sésamo, o alho e as especiarias, fica do outro mundo. Consigo comer uma taça inteira num piscar de olhos, o que não faz mal nenhum porque, ainda por cima, é saudável! Oh, Baba Ganoush, I love you!

Baba Ganoush

Como boa filha que sou, tentei convencer o meu pai que Baba Ganoush era a maior maravilha ao cimo da terra mas, por alguma razão, assim que ouviu a palavra “beringela”, recusou-se a acreditar. E foi assim que me saíram as palavras fatais: “Se provares Baba Ganoush, provo o que tu quiseres. Sim, até queijo da Serra.” Nãããããããããooooo! De novo, onde é que eu estava com a cabeça?!

Meses passaram. Tentei adiar o inevitável, mas calhou eu fazer Baba Ganoush para a minha festa de anos. Calhou convidar os meus pais. Calhou o meu pai provar,  e gostar do Baba Ganoush. E calhou não se ter esquecido do nosso acordo. Um dia destes vai por-me um horrendo queijo da serra à frente, e vou ter de tapar o nariz como uma criancinha, e… nem quero pensar. Depois conto.

Por enquanto, fiquem com a minha versão de Baba Ganoush. Se não quiserem provar, azarucho, temos pena. Eu é que não faço mais acordo nenhum!

Baba Ganoush


receita

Wrapped Asparagus / Espargos Embrulhados

Espargos. Para mim sempre foram aqueles charutos esbranquiçados e sem vida que vinham dentro de um frasco mergulhados em água, e que o meu pai gostava de comer com maionese. Não gostava daquilo nem por nada.

Foi quando vivi em Londres que tomei contacto com uma série de novos sabores e alimentos, nomeadamente, com os espargos verdes, frescos. Mas como sempre os tinha associado aos espargos enfrascados, nunca sequer os tentei provar.

Wrapped Asparagus / Espargos Embrulhados

Wrapped Asparagus / Espargos Embrulhados

Quando os meus amigos Sephil e Josée nos vieram visitar e ficar alguns dias conosco em Hackney, fizemos incontáveis jantaradas e churrascos no nosso pequeno jardim (ai, as saudades que eu tenho daquele jardim!). Um dia, fizeram eles questão de cozinhar para nós. Prepararam-nos um espectacular prato de massas… com espargos verdes. Não tive como recusar, e lá provei, meio desconfiada, os famigerados espargos. E adorei!

Grelhados, no forno, em salteados… os espargos verdes ficam bem de qualquer maneira. Esta receita é particularmente deliciosa, e embora já a tenha comido como prato principal, acho que é mais adequada para entrada. Feita em pedaços menores, funciona lindamente para uma festa, já que podem ser preparados em avanço e depois é só levar ao forno.

Wrapped Asparagus / Espargos Embrulhados


receita